É comum observar na praia muitos tutores desrespeitando os alertas proibindo animais de estimação na praia. Com apenas uma voltinha, eles colocam em risco a saúde dos veranistas e a saúde do animal.
Os principais riscos causados aos humanos são as doenças transmitidas através do contato com a areia da praia. “Os casos mais comuns são micoses de pele, bicho geográfico e parasitas de intestino. A incidência é maior em crianças, pois elas ficam mais tempo em contato com a areia", alerta Dra. Melissa Dias, veterinária que cuida dos animais do Abrigo Bom pra Cachorro. A prevenção das doenças parasitárias é simples, basta fazer o controle parasitário do pet, não deixá-los defecar na praia ou recolher os dejetos, caso ocorra.
As doenças citadas também acometem cães, além dos males que esse tipo de ambiente provoca. Um dos fatores mais preocupantes é a dirofilariose, doença parasitária transmitida por mosquitos. "Esse verme se aloja no coração e artérias pulmonares do animal, podendo, em casos extremos, provocar a morte. Além disso, pode ser transmitida a humanos, alojando-se no pulmão", explica.
Sintomas
Os sinais são variáveis conforme a fase da doença. Em fases precoces desenvolve-se tosse, apatia e intolerância ao exercício. Alguns animais também sangram pelo nariz devido à deficiente coagulação a nível pulmonar. À medida que a doença progride desenvolve-se maior cansaço, dificuldades respiratórias, tosse crônica, desmaios e até mesmo morte súbita.
Diagnóstico
Com uma pequena quantidade de sangue é possível realizar um diagnóstico confiável. No entanto, é sempre aconselhável que estes cães sejam examinados detalhadamente e que seja realizado um exame cardíaco completo para avaliação.
Tratamento
O tratamento pode envolver muitas complicações e efeitos secundários. Mesmo com todos os cuidados, a eliminação dos vermes adultos envolve riscos elevados para o animal.
Prevenção:
Existem no mercado alguns produtos específicos para a prevenção desta doença. Esse tipo de prevenção normalmente é mensal, podendo ser administrada o ano todo ou apenas nos meses mais quentes.
“Nunca é demais realçar que a prevenção é essencial para evitar que o animal sofra as consequências por vezes devastadoras desta doença”, finaliza Melissa.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Durante as festas de final de ano fique de olho no seu pet
O final do ano está aí e essa é uma época que se deve ficar
de olho no seu pet. Brinquedos, petiscos e enfeites de Natal, como as bolas
coloridas e piscas-piscas, podem ser um perigo para o seu animalzinho. Para aproveitar
as festas com muitas risadas, é preciso tomar alguns cuidados especiais em
casa.
Donos de animais de estimação devem estar cientes de que, ocasionalmente, petiscos e brinquedos podem causar asfixia ou obstrução em seus pets. Petiscos que são feitos de couro cru, palitinhos e ossinhos, por exemplo, podem se tornar muito escorregadios quando em pedaços úmidos e maiores. “Eles podem alojar-se na parte de trás da boca do animal ou da garganta, provocando engasgos, asfixia, e até a morte. Ao morder alguns brinquedos, os pedaços quebrados também podem ficar alojados nas vias aéreas de seu animal de estimação ou do trato gastrointestinal”, alerta a Dra. Melissa Dias, veterinária que cuida dos animais do nosso Abrigo Bom pra Cachorro.
Um outro perigo a ser considerado é o pisca-pisca. Os cães tendem a roer tudo que encontram pela frente e esse tipo de adorno pode eletrocutar. “Já vi casos de pets eletrocutados e também casos em que comeram enfeites da árvore de Natal“, comenta a veterinária. É de suma importância deixar a árvore de Natal em um lugar que o bichinho não alcance de jeito nenhum.
Outro cuidado importante é em relação à ceia. No período de festas de final de ano aumenta a quantidade de animais intoxicados por comerem algo que não estão acostumados. “A dica é evitar oferecer restos de comidas natalinas aos pets. Todo ano temos casos de cães intoxicados apresentando vômitos e diarreia”, conta Melissa.
Quanto à noite de réveillon, a dica é estar perto do seu cãozinho. Eles ficam assustados com o barulho dos fogos de artifício e chegam a tremer muito de medo. “Uma opção é colocar algodão no ouvido do pet para abafar o barulho, além de dar muito carinho a ele para que possa se acalmar aos poucos”, indica a veterinária.
No momento dos fogos, os animais devem ficar dentro de casa,
para não se sentirem ameaçados. “É importante destacar que animais portadores
de doenças crônicas, como insuficiência cardíaca e epilepsia, necessitam de mais
atenção, pois o estresse pode desencadear crises”, explica Melissa. Não podemos
esquecer os riscos de acidentes por tentativa de pular muro, que podem resultar
em feridas traumáticas por ficarem presos às grades ou até mesmo atropelamentos.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Cuide das patinhas do seu cãopanheiro
Você já andou descalço no asfalto quente em dias de
verão? Percebeu o que acontece? O cão é extremamente solícito e fiel, se
convidá-lo para um passeio, mesmo nos horários mais quentes do dia, ele irá. Os
efeitos da solidariedade canina serão notados no dia seguinte.
O clima quente representa muitos perigos aos cães. A maioria
dos proprietários sabe que eles podem sofrer insolação, ter hipertermia e
queimaduras solares, mas muitos ignoram as queimaduras nas “almofadinhas” das
patas. Um simples passeio pode causar sérios ferimentos e queimaduras nas
almofadas das patas (coxins).
É muito importante ressaltar que estes tipos de ferimentos
são difíceis de tratar. “Cortes, queimaduras, bolhas, feridas e descolamento da
pele dos coxins são predispostos a infecções. Outro fator preocupante é a lenta
cicatrização, devido à constante pressão colocada na pata quando o cão anda ou
simplesmente fica em pé”, alerta Melissa Dias, veterinária do Abrigo Bom pra
Cachorro.
SINTOMAS DE LESÕES NOS COXINS (ALMOFADINHAS):
·
Dor local, levando o cão a mancar,
principalmente em passeios e pisos mais ásperos;
·
Evitar de colocar as patas no chão;
·
Lamber constantemente as patas;
·
Evitar o toque nas patinhas;
·
Sangramento local;
·
Presença de bolhas, descolamento da pele dos
coxins e muita dor local.
Ao notar algum desses sintomas leve seu cão ao veterinário
de sua confiança. Cuide do seu melhor amigo.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Dia Nacional de Adoção Animal
Bom
Pra Cachorro investe em reforma de abrigo e orienta quem pretende adotar um
animal de estimação
4 de outubro é dia de São
Francisco de Assis, protetor dos animais e patrono da ecologia. Por isso, a
data virou referência na adoção animal em todo o país. Para celebrar a data, a
veterinária Melissa Dias, responsável pelo abrigo Bom Pra Cachorro, orienta
sobre adoção e posse responsável.
“Eu recomendo a adoção de
cães, especialmente porque eles são mais amorosos com os donos, pois têm
consciência do bem que estão recebendo. No entanto, antes de adotar um
bichinho, é necessário saber das responsabilidades que deverá ter”, alerta. A
profissional explica que, depois que a família decide pela adoção, ela deve
ficar atenta aos cuidados básicos, que vão muito além de alimentação. “A
vacinação anual, a castração, os cuidados com a saúde de forma geral, o carinho
e a atenção são indispensáveis”.
O cão é mais um membro da
família e necessita de cuidados. “Ele é um animal dependente. As pessoas
precisam entender que, ao optar por adotar um cachorro, a responsabilidade é
para sempre. Nenhum animal de estimação pode ser descartado”.
Para atender melhor aos 50
cães do abrigo Bom Pra Cachorro, o espaço passou por mudanças significativas
neste ano. “Fomos para uma sede própria, onde podemos atender melhor os
animais, com novos canis de alvenaria, camas, solário, entre outras novidades.
Priorizamos mais conforto aos cães que estão sob nossa responsabilidade”.
O Bom pra Cachorro é um projeto do Instituto Corpore e
oferece aos animais melhores condições de vida, por meio de alimentação
adequada, banhos e consultas ao veterinário quando necessário.
Quem
tiver interesse em adotar um cão do Bom Pra Cachorro, pode entrar em contato
com a veterinária Melissa Dias pelo email melvetdias@hotmail.com ou pelo
telefone (44) 3017-1239.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Acerte na escolha do médico-veterinário
Um bom profissional promove saúde e bem-estar de toda a família, pois todos que convivem com o animalzinho são influenciados pelo seu estado
Corridas, brincadeiras, saúde plena e vida longa é o que todo mundo deseja para seu pet. Mas por trás de um animal saudável e bem cuidado sempre existe um (a) grande doutor (a).
É muito bom poder contar sempre com um profissional que garanta a felicidade do nosso pet.
Aproveitando o Dia do Médico-Veterinário, celebrado neste domingo (9), vamos apontar critérios para a escolha deste profissional.
Escolher bons profissionais de saúde animal é tarefa muito séria e complexa. O principal aspecto a ser observado é sua formação. Hoje em dia já há especialização para todas as espécies de animais e problemas. Esse tipo de formação implica em uma maior qualificação dos profissionais.
Um bom veterinário poupa sofrimento e dinheiro, pois ele diagnostica melhor, evitando tratamentos desnecessários.
Confira algumas dicas importantes antes de escolher um veterinário:
• Verificar a disponibilidade em casos de emergência. Mesmo que o consultório não atenda 24 horas, vale uma indicação de um bom hospital veterinário;
• Prestar atenção à regularização do consultório. A clínica veterinária deve ser registrada no CRMV (Conselho Regional de Medicina) e na Anvisa, além de possuir um responsável técnico;
• Procurar uma clínica veterinária perto do local onde mora. Trânsito, calor e agitação podem piorar o estado físico e também psicológico do animal;
• Observar as condições de higiene do local;
• Na explicação do profissional, atentar quanto aos conhecimentos e se consegue definir claramente o que está acontecendo com o pet.
Não podemos deixar de parabenizar a Dra. Melissa Dias, que cuida dos cães do Abrigo Bom pra Cachorro com muito amor e dedicação. “Trabalhar com cães e gatos é muito gratificante, atendo eles como membros da família. Para mim, ser veterinário não é só cuidar de animais é, sobretudo, amá-los”, conta Dra. Melissa, que é médica-veterinária de pequenos animais há 10 anos.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Agosto, mês do cachorro louco
Expressão ficou conhecida por surtos de raiva em animais neste período, mas hoje em dia a doença é considerada controlada
No passado, convencionou-se chamar agosto como "o mês do cachorro louco", porque nessa época ocorriam os cios das cadelas, havendo maior aglomeração dos animais para o acasalamento, e consequentes agressões entre os cães e transmissão da raiva.
Hoje em dia a raiva é considerada uma doença controlada, mas o mês ficou registrado como período para vacinação dos animais. O animal dever ser vacinado anualmente, de acordo com o calendário de vacinas. Quem ainda não vacinou neste ano, vale aproveitar essa época para deixar seu cão vacinado.
A forma mais comum de transmissão da raiva é contato com saliva de animais doentes, através de mordeduras, arranhões ou lambeduras em pele lesada ou mucosa. “A fonte de infecção é o animal infectado pelo vírus da raiva. Em espaços urbanos, o principal transmissor é o cão, seguido do gato. Em espaços rurais é o morcego”, explica a médica veterinária Wanessa Maia.
Independentemente do diagnóstico, a doença é de difícil tratamento pela dificuldade de intervenção médica rápida e a morte é inevitável. “A dica é sempre prevenir para mantermos esse estado de controle, pois a qualquer momento isso pode ser alterado e passamos para uma situação epidêmica desfavorável”, recomenda Wanessa.
Além disso, outro agravante é que a raiva é uma doença que pode ser transmitida ao homem. “Essa é uma questão muito séria, pois a raiva também progride rapidamente no organismo humano e a chance de cura é mínima”, alerta a veterinária.
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